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MANIFESTO

Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura apresneta defesa da democracia e o sistema eleitoral

Assinam 330 representantes do agronegócio, setor financeiro e sociedade civil

Da Redação

04/08/2022 - 09:52 | Atualizada em 04/08/2022 - 10:01

A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura divulgou, nesta quarta-feira (3), uma carta aberta em defesa da democracia e do sistema eleitoral brasileiro. O documento é assinado por 330 representantes de empresas do agronegócio, setor financeiro e sociedade civil.

O ex-governador de Mato Grosso e ex-ministro da agricultura, Blario Maggi, representante do Grupo Amaggi, também assina o manifesto que será enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a parlamentares, ministérios e outras instituições.

A carta diz que “nos últimos 37 anos, o Brasil dedicou-se a edificar um regime cidadão, de instituições sólidas e calcado no respeito à lei e no equilíbrio de direitos e deveres. Em seu alicerce estão eleições limpas, onde se manifesta a vontade popular”.

“O futuro que queremos depende do diálogo entre divergentes e do respeito ao resultado das eleições. Este deve ser um ponto pacífico entre todos os atores que se dispõem a representar a sociedade brasileira à frente de um Estado democrático de Direito”, diz outro trecho do documento.

O manifesto defende o sistema eleitoral e já ganhou apoio de 665 mil pessoas, incluindo ex-ministros do Supremo Tribunal Federal, intelectuais, empresários e artistas.

Íntegra da carta da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura:

“A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura posiciona-se, em diversas ocasiões, em prol de uma agenda que alavanque o desenvolvimento sustentável, a economia de baixo carbono, o combate ao desmatamento e às mudanças climáticas, entre tantos assuntos de uma pauta cada vez mais ampla e transversal. Desta vez, no entanto, nosso movimento vem a público em apoio a uma bandeira sem a qual nenhuma das demais é possível: a defesa da democracia.

Nos últimos 37 anos, o Brasil dedicou-se a edificar um regime cidadão, de instituições sólidas e calcado no respeito à lei e no equilíbrio de direitos e deveres. Em seu alicerce estão eleições limpas, onde se manifesta a vontade popular. É sobre elas que se pavimenta o caminho para um país melhor, mais maduro, melhor conceituado na comunidade internacional, mais apto a liderar o debate e a implementação de agendas urgentes e que provocam mobilização crescente no mundo inteiro, como a da sustentabilidade e das mudanças climáticas.

O futuro que queremos depende do diálogo entre divergentes e do respeito ao resultado das eleições. Este deve ser um ponto pacífico entre todos os atores que se dispõem a representar a sociedade brasileira à frente de um Estado democrático de Direito.

A Coalizão Brasil divulgou recentemente suas propostas aos candidatos para as próximas eleições. Nossas contribuições giram em torno de três eixos: o combate ao desmatamento e à perda de recursos naturais; a produção de alimentos e o combate à fome; e a geração de emprego e renda. E ressaltamos que o processo eleitoral é inquestionável e imprescindível para toda e qualquer discussão que vise à prosperidade do país.

Sem democracia não há desenvolvimento e sustentabilidade. Sem sustentabilidade não há futuro possível”.

 
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